ESQUEL – TREVELÍN

Localizada na Província de Chubut, a pequena cidade de 33.000 habitantes é a mais importante da região, fazendo valer a constatação de que a Patagônia argentina é pouco povoada.

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Saímos de Bariloche por volta das 11 horas para encarar os quase 300 quilômetros até Esquel pelas pistas simples da Ruta Nacional 40.

A estrada tem muitas curvas entre montanhas e lagos até El Bolson.

O asfalto é bom, mas há pouquíssimos pontos de ultrapassagem.

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O trajeto entre El Bolsón e Epuyen tem mais pontos de ultrapassagem e não há lagos, porém, ainda tem muito verde e montanhas.

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De Epuyen até Esquel, a paisagem muda radicalmente, tornando-se árida, com longas retas e o asfalto em pior condição.

Cuidado que o vento é muito forte, tornando bem difícil dirigir em linha reta.

Duas dicas: prestar atenção na bifurcação da rodovia (RN 40) com a Ruta 71, tem que manter-se à esquerda; e, um pouco depois do Aeroporto de Esquel tem que se manter à direita para pegar a Ruta 259 e chegar na cidade, abandonando, assim, a Ruta 40.

Ao longo do trajeto entre Bariloche e Esquel tem vários pontos turísticos a serem visitados:

1) Cerro Tronador – Ventisquero Negro – Cascada Los Alcerces

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Andando pela Ruta 40 há uma pequena placa indicando a entrada à direita para visitar esses locais.

Infelizmente não fomos porque há horários em que formam comboios para ida e volta, tanto na Ruta 82 que leva ao Cerro Tronador e Ventisqueiro Negro, quanto na Ruta 81 que leva até a Cascada los Alcerces, fazendo com que seja um passeio de pelo menos 06 horas, o que atrapalharia e muito nossa viagem.

Ficou para uma próxima oportunidade porque as fotos que vimos em outros blogs nos deixaram com muita vontade de visitar.

2) Lago Stefan – Cânion de la Mosca

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Não há placas indicando a entrada do lago, portanto tem que prestar atenção em uma entrada de terra à direita antes da placa do Cânion de La Mosca.

Também não conseguimos visitar porque a estrada tem horários de entrada e saída com fluxo único e só poderíamos voltar do lago após as 15 horas.

3) Cascada Virgen de La Cruz

Cascada de la virgen 2

Um pouco antes de chegar na cidade de El Bolson, do lado esquerdo, fica a Reserva Municipal Cascada de La Virgen.

Tem que parar o carro em um pequeno estacionamento e subir cerca de 200 metros até chegar em frente à cachoeira.

Cascada de la virgen 1

Nós tiramos a foto do estacionamento porque o carro estava cheio de malas e não nos sentimos seguros para fazer a trilha com as coisas no carro.

4) El Bolson

el bolson 1

Única cidade no caminho com uma boa infraestrutura de postos de gasolina, farmácias, supermercados e afins.

Tendo em vista que a Patagônia tem poucos postos de combustíveis, a gente sempre enchia o tanque quando avistava algum.

Deixamos para fazer câmbio em El Bolsón e a única opção era uma farmácia no centro com uma péssima cotação, já que o Banco de La Nación não faz esse tipo de serviço nessas cidades pequenas.

Portanto, aconselho trocar dinheiro em Bariloche ou Esquel.

5) Epuyén

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Pequena cidade muito famosa por sua estação de esqui e pelas barracas ao longo da estrada que vendem cerejas, frutos vermelhos e morangos, bem como seus derivados, por preços módicos e qualidade elevada.

Após Epuyén nos restou muitos quilômetros de estrada sem qualquer atrativo, fato este que muda radicalmente ao chegar em Esquel.

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Nós ficamos hospedados no AYELEN ANDINA CABAÑAS (Las Mutisias y El Huenu, 9200 Esquel, Chubut, Argentina).

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Aluguel de chalés de 1,2 ou 3 quartos totalmente separados e com garagem individual.

Uma das poucas hospedagens da região que possuem ar condicionado, que, no verão, se faz muito necessário.

O nosso chalé tinha cozinha completa, sala com tv a cabo, quarto grande com ótima cama, bom banheiro e churrasqueira privativa.

O atendimento da dona é sensacional, extremamente solícita e educada sem ser intrometida.

Não tem café da manhã, mas conta com wi fi.

Recomendo fortemente, o melhor custo x benefício da região.

RESTAURANTES

A cidade não conta com muitas opções de restaurantes, portanto utilizamos bastante a cozinha do chalé.

A) DIMITRI COFFEE HOUSE (Rivadavia 805)

Comida normal, nada especial, mas o grande destaque do lugar fica por conta do péssimo atendimento do proprietário.

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Os preços são baixos já que uma pizza marguerita pequena, uma torta salgada, uma água e um suco de laranja saiu por 219 pesos.

Apesar de bem avaliados, não tivemos coragem de provar os doces pela aparência de velhos.

B) MARIA CASTAÑA (25 de Mayo 609, Esquel, Argentina)

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Sempre aberto, o restaurante é ideal para os turistas em uma cidade que quase tudo fecha antes das 15 horas.

O cliente escolhe o prato principal e o acompanhamento, nós fomos de bife de chorizo e milanesa de frango acompanhados de purê e cebola empanada.

A comida estava muito boa e o atendimento é eficiente. A cerveja artesanal El Bolsón estava bem gelada.

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Preços justos.

C) FITZROYA (Rivadavia 1042, Esquel, Argentina)

A pizzaria mais famosa da cidade está sempre cheia, com fila de espera.

Nós pedimos uma pizza napolitana com presunto para viagem e não nos decepcionamos.

Massa fina, recheio na medida certa e saborosa, além de tudo preço muito justo, cerca de 200 pesos uma pizza de oito pedaços.

D) DON CHIQUINO (Av. Ameghino 1641, Esquel 9200, Argentina)

Não é à toa que o restaurante é considerado o melhor da cidade.

Ambiente agradável, atendimento cordial e comida simplesmente deliciosa.

Eu comi spaghetti ao molho Ricardo II (bolonhesa com pesto de nozes) e minha esposa pediu a mesma massa mas acompanhada com crema de hongos. Sério, vem a quantidade ideal para satisfazer uma pessoa e o sabor é inesquecível.

Pedimos, ainda, dois chopps da ótima cervejaria Esquel.

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Ah! Para melhorar, o restaurante tem preços bem atrativos.

PASSEIOS

Esquel em si não tem muitos atrativos.

A cidade é famosa por seu aeroporto internacional que foi muito utilizado na época em que Bariloche estava fechada por causa da erupção do Vulcão Puyehue.

A estação de esqui, chamada LA HOYA, tem ótimas avaliações dos especialistas na prática dos esportes de neve.

Já que fomos no verão resolvemos visitar as demais atrações da região.

1) TREVELÍN

Pequena cidade situada 25 kms ao sul de Esquel (Ruta 259) tem colonização inglesa, portanto, com diversas construções ao estilo europeu.

A cidade é o ponto de partida para a continuação da Ruta 259, agora de terra, que se estenderá por 40 kms e levará o viajante até a fronteira com o Chile, se transformando na Ruta 231.

A estrada está em boas condições, mas tem trechos com cascalho muito alto e curvas bem fechadas, sendo ruim para um Corsa Sedan como o nosso.

Durante o trajeto passamos pelo Sendero Huella Andina e sua trilha de 15 kms com alta dificuldade; pelo Molino Nant Fach, moinho antigo que conta com um museu; e pelo vilarejo de Los Cipreses.

Não achamos que valia a pena parar em nenhuma dessas atrações.

Nossa primeira parada foi no PARQUE NANT Y FALL.

Na Ruta 259 terá uma grande placa indicando a entrada da pequena estrada de terra que, após 4 kms, levará até a bilheteria do parque.

Tem um pequeno estacionamento e dois banheiros, a infraestrutura não vai muito além disso.

Basta passar a ponte verde para acessar a trilha que levará até os mirantes das três cachoeiras que são as principais atrações do parque.

A primeira cachoeira se chama La Petisa.

A segunda queda d´água leva o nome de Las Mellizas.

A terceira e última cachoeira, a La Larga, é a maior e mais bonita de todas.

Cada local tem seu próprio mirante, sendo que o tablado da última cachoeira também oferece uma bela vista de toda a região.

cascada nant y fall - vista da trilha 1

Após a visita, continuamos pela Ruta 259 até a fronteira com o Chile, também conhecida como PASO INTERNACIONAL RIO FUTALEUFU.

A aduana é bem pequena e quase sem movimento, mas como nosso carro não tinha autorização para cruzar a fronteira tivemos que parar por ali mesmo.

Um pouco antes da fronteira fica o ponto alto da viagem, a PONTE RIO GRANDE, que, apesar do nome, cruza o Rio Futaleufu.

Somente a ponte é asfaltada em toda a estrada, facilitando a parada para fotos do rio de águas extremamente limpas.

A paisagem é realmente maravilhosa, vale a longa viagem pela estrada de terra.

2) PARQUE NACIONAL LOS ALERCES – FACE LESTE

Cerca de 7 kms depois de Esquel, pela Ruta 259, há uma bifurcação em que o motorista tem que se manter à direita para pegar uma estrada asfaltada que levará até a Ruta Provincial 71 e, consequentemente, para a entrada leste do parque.

Paga-se 100 pesos por visitante que dá direito a 3 dias de visitação.

A estrada dentro do parque (RP 71) tem pista simples em ótima condição e conta com paisagens dignas de um cartão postal.

Basta dirigir por alguns quilômetros e virar à esquerda um pouco antes do asfalto acabar para chegar no Centro de Visitantes do parque.

À direita fica o LAGO FUTALAUFQUEN.

Após o lago, a estrada passa a ser de terra e leva até o PUERTO LIMONAO.

Parque Nacional Los Alerces - puerto limonao - hotel

Do porto saem alguns passeios lacustres, mas o local é muito utilizado pelos hóspedes do isolado Hotel Futalaufquen por causa de sua praia em que se pode alugar caiaques.

O parque é imenso e o ideal seria ficar hospedado nesse hotel por uns 3 dias para tentar ver uma boa parte das atrações.

3) PARQUE NACIONAL LOS ALCERCES – FACE SUL 

A face sul do parque é acessada por outra portaria.

Ao chegar em Trevelin tem uma placa indicando a entrada do Parque Los Alcerces à direita, a partir daí basta seguir as placas que indicam o Complejo Hidrelétrico Futaleufu.

Tínhamos a entrada do dia anterior portanto não tivemos que pagar nada. A estrada dentro do parque é asfaltada até a subida da hidrelétrica, quando passa a ser de terra.

A principal atração dessa parte do parque fica por conta do complexo hidrelétrico de Futaleufu, sendo possível subir até o topo da barragem, via estrada de terra sinuosa, e apreciar sua bela vista do lago e da cordilheira ao fundo.

Após três dias em Esquel, Trevelín e região era hora de irmos embora com destino a Bariloche, tendo a certeza que valeu muito a pena ter viajado tanto tempo para chegar nesse local ainda muito pouco visitado pelos brasileiros.

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