MENDOZA

INTRODUÇÃO

Aproveitando o recesso do funcionalismo público, eu e minha esposa resolvemos fazer uma viagem para a terra do vinho argentino entre os dias 19 e 28 de dezembro de 2013.

Compramos o vôo Guarulhos – Buenos Aires – Mendoza com a Aerolíneas Argentinas, e, propositalmente, compramos com escala média de 12 horas para aproveitar a capital argentina.

Porém, resolvemos que esta viagem seria diferente daquilo que todos os turistas fazem ao visitarem vinícolas e beberem muito vinho.

Nós decidimos aproveitar a culinária local com muita cerveja e conhecer os belos lugares que circundam Mendoza.

Em nossa segunda viagem, desta vez entre os dias 27/12/2014 e 04/01/2015, juntamente com meus pais, pegamos o voo São Paulo – Córdoba e fizemos o trajeto até Mendoza com um carro alugado (ver posts da viagem).

Um conselho: se você tiver escolha, NUNCA viaje de Aerolineas Argentinas, sério ! Eles conseguiram atrasar os quatro vôos ! Incrível ! Não prestam qualquer informação acerca dos atrasos ou fazem um mínimo esforço para entender português, inglês ou portunhol.

Apesar de todos os atrasos, não perdemos o bom humor e posso dizer que a escala em Buenos Aires valeu muito a pena.

Usamos o tempo para descansar (escolhemos hotéis que oferecem o esquema day use – das 10:00 as 18:00), comer uma bela parilla e passear pela cidade, além de trocar o dinheiro na casa de câmbio que confiamos e que oferece a melhor cotação (mais dicas sobre Buenos Aires, basta ler os 3 artigos postados sobre a cidade).

MENDOZA

Chegamos em Mendoza as 9:00 AM.

O aeroporto é pequeno, mas possui tudo que um viajante necessita (lanchonete, cafeteria, revistaria, sala de embarque com cadeiras confortáveis, etc).

Pegamos nossas malas e logo na saída do saguão ficam os táxis.

A corrida até o nosso hotel, situado no micro centro de Mendoza, custou 70 pesos.

Mendoza parece um oásis no meio do deserto, eis que toda arborizada e com valetas para correr água que mantém a cidade úmida e sob uma sensação térmica muito inferior à correta.

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A cidade é muito bonita e planejada, sendo que suas ruas são todas paralelas e perpendiculares, facilitando o deslocamento.

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Encontramos diversas praças, todas muito limpas e com espaço para descansar sob as copas das árvores.

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Posso dizer que Mendoza entra no mesmo rol das minhas cidades preferidas da América do Sul juntamente com Punta del Este, Montevideo e Santiago.

HOTEL

Nas duas viagens ficamos hospedados no AMERIAN EXECUTIVE HOTEL (Calle San Lorenzo 660).

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Hotel 4 estrelas muito bem localizado em uma área calma e segura de Mendoza. Quarto e banheiro bem grandes. Cama extremamente confortável. Ar condicionado potente, essencial no verão argentino. Ducha potente. Café da manha farto e delicioso.

Os hóspedes podem fazer várias coisas a pé, pois o hotel fica a apenas 3 quadras das duas principais ruas gastronômicas e etílicas da cidade (Av. Aristides Villanueva e Av. Sarmiento) e a menos de 5 minutos do centro, além de ser em frente à bela Plaza Itália.

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Dois pontos negativos que não prejudicaram a total satisfação com o hotel: wi-fi bem lento e a ausência de estacionamento, valendo-se de um convênio com um local privado a uma quadra de distância e que cobra 70 pesos por dia do cliente.

RESTAURANTES

Os restaurantes estão ordenados em ordem de preferência.

1) AZAFRAN (Sarmiento 765, Mendoza 5500, Argentina)

Roubou o posto do Maria Antonieta como o melhor restaurante de Mendoza.

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Essencial fazer reserva e chegar no horário. Atendimento sensacional. Comida idem.

De entrada pedimos um trio de empanadas que estavam sensacionais.

Como pratos principais meus pais pediram filé de abadejo e eu e minha esposa pedimos carnes (ojo de bife e filé mignon).

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Não temos qualquer crítica aos pratos. Preparados com perfeição.

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As sobremesas estavam igualmente deliciosas (volcano de dulce de leche e merengue).

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O preço é alto, mas vale cada centavo.

2) MARIA ANTONIETA (Belgrano 1069, Mendoza, Argentina)

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Restaurante pequeno, porém com uma comida deliciosa. Repetimos nas duas viagens.

Aconselho fazer reserva ou chegar bem cedo.

Pedimos polvo de entrada, perfeitamente preparado.

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Pratos principais – acertamos ao escolher um delicioso risoto com cogumelos, ervilhas, queijo de cabra e menta juntamente com um medalhão de lomo envolto em presunto de parma, ao molho de vinho, acompanhado de purê de batata.

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O medalhão foi repetido por minha esposa na segunda vez. Eu escolhi um risoto em que os frutos do mar vem separados do arroz.

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Meu pai pediu um risoto de cogumelos e minha mãe berinjelas assadas.

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O suco de frutas vermelhas era muito bom, mas estava péssimo em nossa segunda visita, totalmente aguado.

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Preços equivalentes nas duas oportunidades.

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3) BRILLAT SAVARIN (Juan B. Justo 135 – Mendoza 5500, Argentina)

Doceria e padaria chique um pouco afastada do eixo turístico.

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Mas uma coisa eu garanto, vale a caminhada! Os doces são deliciosos, não tem como resistir aos suspiros, bolachas, tortas e macarons.

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Gostamos tanto que voltamos no último dia e compramos várias coisas para trazer ao Brasil.

Como a nossa viagem era de carro, pegamos madalenas (croissant recheado com presunto e queijo fundido) para comer no caminho. Simplesmente sensacionais!

4) CERVEJARIA ANTARES (Aristides Villanueva 153-5500, Mendoza, Argentina)

Ambiente muito agradável na Av. Villanueva Aristides que serve Cervejas Artesanais de alta qualidade e grande diversidade.

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Um oásis para os cervejeiros na terra do vinho.

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Pedimos 2 samplers que vem com 4 tipos diferentes de cervejas em copos de 175 ml.

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Após decidirmos as nossas preferidas começamos a beber o chopp individual.

Para comer pedimos um delicioso lanche de pernil, bolinhos de queijo azul e empanadas.

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Recomendo muito!

5) BUTE PLAZA (Espejo 501 | G. Espejo y Chile, Mendoza, Argentina)

Ambiente agradabilíssimo!

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Mesas na calçada, em frente a Plaza Independência, sob as árvores.

Serviço muito lento. Demorou quase 2 hrs para chegar nossa comida. Um absurdo !

Porém, a comida é deliciosa, pratos bem grandes.

Pedimos Langostinos empanados de entrada.

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Pratos principais: Milanesa Napolitana (ótimo bife a milanesa coberto por presunto e queijo) e Saltimboca a La Romana (enorme bife de peito de frango temperado com manteiga de limão coberto por presunto de parma e queijo de cabra, simplesmente sensacional !)

Para acompanhar, arroz cremoso.

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Pela comida, especialmente a Saltimboca, este restaurante receberia nota máxima, mas a demora de quase 2 horas fez a avaliação cair um pouco.

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6) JOHNNY B. GOOD (Av. Aristides Villanueva 373, Mendoza, Argentina)

Uma espécie de Hard Rock Café da Argentina.

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Música boa (rock and roll) em um volume agradável, aliado a um ambiente tipicamente americano.

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Pedimos uma bem servida porção de frutos do mar fritos (lula, camarão, mariscos) e duas Patagônias de 1 litro estupidamente geladas.

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Preço: 236 pesos.

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7) ESTANCIA LA FLORENCIA (Sarmiento 698 esq. Peru | Capital, Mendoza, Argentina)

Entre tantos restaurantes estrelados em Mendoza, alguns somente com fama, diga-se de passagem, o Estância La Florencia surge como uma ótima opção para quem não quer arriscar e ter a certeza de que irá comer um bom prato, além de ser muito bem atendido.

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Pedimos um bife de lomo e uma lasanha Florencia. Suficiente para 2 pessoas.

De entrada comemos uma porção de camarão.

Tomamos ainda duas Quilmes de 1 litro.

Tudo por 324 pesos.

8) LA ALDEA (Aristides Villanueva 495, Mendoza, Argentina)

Após uma extenuante caminhada, aliada ao passeio de bicicleta, pelo estonteante Parque San Martin, voltamos pela Av Villanueva Aristides, cuja extensão está repleta de bares, restaurantes e afins.

Decidimos parar no La Aldea e não nos arrependemos.

foto 2Ótimo atendimento, preços justos e pratos muito bem servidos e saborosos.

Entrada: Empanadas + Cerveja Imperial bem gelada

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foto 1Pratos principais: Parillada para uma pessoa e Risoto la aldea (frutos do mar + file + frango).

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A Parillada para uma pessoa com certeza alimenta duas pessoas. Sobrou muita comida.

Preço: 327 pesos, incluída a gorjeta.

Na segunda viagem repetimos a dose e comemos ojo de bife e lomo que estavam no ponto correto, muito saborosos. O preço e tamanho dos pratos ainda se mantinham.

9) LA CARMELA (Aristides Villanueva, Mendoza 5500, Argentina)

Ambiente agradável com comida de muito boa qualidade.

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Pedimos Bife de lomo ao Roqueford e bife de lomo ao Malbec.

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Patagônia amber Lager para beber, bem gelada.

A comida é deliciosa e a carne muito macia.

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Só não ganhou a nota máxima porque a garçonete insistia em nos ignorar e o gerente (ou dono) estava sentado na mesa ao lado com sua família (ou amigos) e nada fez para resolver tal problema.

Acho que o atendimento levou o estabelecimento à falência porque em nossa segunda visita estava fechado.

No lugar estava o 10) JOHN DILLINGER.

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Uma mistura de restaurante e bar que soube utilizar o mesmo ambiente anterior aliado às mesas na calçada.

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O chopp, corretamente tirado, estava trincando de gelado e a porção de frango bem preparada.

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Preço acessível.

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O ponto negativo fica por conta dos lanches de filé que pedimos uma noite para comer no hotel e estavam muito ruins.

11) MANDE FAUSTINO (Sarmiento 785, Mendoza, Argentina)

Restaurante simples localizado ao lado do estrelado Azafran.

Era o único estabelecimento que ainda tinha vaga para o jantar do dia 31/12.

O atendimento foi muito cordial.

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A entrada, cazuela de mariscos, estava deliciosa.

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O prato principal era um bife de chorizo coberto com presunto e batatas fritas. A carne estava decente, nada mais.

Não voltaríamos, mas não nos decepcionou como os estabelecimentos abaixo.

12) OCHO CEPAS (Peru 1192 (esquina Espejo), Mendoza 5500, Argentina)

Restaurante caro que não faz jus à fama.

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Pedimos bruschetta e choripan de entrada. Ambos eram pequenos e preparados com desleixo.

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Minha mãe pediu um nhoque que estava muito bom. Meu pai pediu um filé mignon com salada que estava razoável. Minha esposa pediu um ojo de bife que estava péssimo, muito duro.

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Você deve estar se perguntando sobre o meu prato né? Pois é, não veio! Simples assim! Pensa que se preocuparam em pedir desculpas ? Não! Simplesmente mandaram esperar 30 minutos! Uma piada! Obviamente que cancelei meu prato e nunca mais pisaremos naquele lugar novamente.

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Comida cara, atendimento pior ainda!

13) LAS CHAPAS (Centro comercial Palmares, Mendoza, Argentina)

Restaurante situado no Palmares Open Mall.

Apenas Razoável, mas com bom atendimento.

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Pedimos porções diversas e um jarro de chopp de 1 litro.

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Com toda certeza, Mendoza possui diversas opções melhores.

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14) VEROLIO (Sarmiento 720, Mendoza 5500, Argentina)

Restaurante com ambiente agradável localizado no térreo do Hotel Internacional.

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Talvez por ser o primeiro dia do ano, o serviço foi muito lento e atrapalhado.

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Pedimos duas pizzas porque toda a comida do restaurante tinha acabado. Estavam razoáveis apenas, mais pareciam um pão fofo com queijo em cima.

15) CEIBO (25 De Mayo 871, Frente a Plaza Italia, Mendoza, Argentina)

Restaurante quente, caro e com comida ruim.

Com toda a certeza está entre os piores restaurantes que já comemos na Argentina (e olha que já fomos 8 vezes para a terra do tango).

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O melhor do restaurante foi a sopa de beterraba que nos deram como cortesia pela demora em trazer nossos pratos.

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Assim como o atendimento, as empanadas estavam razoáveis.

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Meu prato custava 165 pesos e foi difícil achar carne de cabrito em meio a tantos ossos e gordura. O purê estava sem gosto.

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O prato da minha esposa (pasta com vegetais e frutos do mar) estava parecendo um miojo, segundo ela.

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Mendoza possui uma infinidade de restaurantes superiores e com melhores preços.

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16) GIOVANNI´S (Sarmiento 693, Mendoza, Argentina)

O pior de todos. Péssima comida.

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Bife de Lomo estava cru e cheio de gordura. O purê de batata estava intragável. O filé de frango estava gorduroso.

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A salada estava ok, porém, sem qualquer capricho na apresentação.

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Resumindo: nem pense em comer neste restaurante.

Único ponto positivo: o garçom foi extremamente educado e procurou compensar a falta de qualidade da comida com um atendimento excepcional. Mereceu uma ótima gorjeta, apesar de tudo.

Salienta-se que o restaurante cobra o mesmo preço dos estabelecimentos ao seu redor e que são bem melhores.

PASSEIOS

Alugamos um carro por quatro dias e decidimos que 2 dias seriam gastos para pegar estrada e visitar os locais um pouco afastados de Mendoza.

No dia 24/12 visitamos o eixo San Rafael – Valle Grande – Cânion El Atuel – Nihuil que fica ao Sul de Mendoza.

Na véspera de Natal pegamos o carro e seguimos direto até o EMBALSE EL NIHUIL, um lago artificial formado acima do Rio Atuel.

VG represa 2

VG lago represa

A Ruta 173 termina na imponente represa cuja subida é feita por um lado e a descida por outro.

VG vista represa alto

VG tunel estrada

A estrada acompanha o trajeto do CÂNION DEL ATUEL, em Valle Grande, juntamente ao nível do Rio Atuel e suas belas paisagens.

VG rio e morro

VG rio e morro 2

VG represa

VG chegada

O local possui ótima infraestrutura, com diversos restaurantes, bares, hotéis e agências de turismo para praticar rafting nas corredeiras do rio.

Dica: o último posto de combustível se localiza no município de SAN RAFAEL, pequena cidade que possui uma boa rede hoteleira oriunda do enoturismo. Portanto, tem que encher o tanque tanto na ida quanto na volta.

VG San Rafael

Rua de San Rafael

Rua de San Rafael

Por se tratar de uma viagem de 290 km por trecho, aconselho que seja feita em dois dias para que se torne menos cansativa e, também, mais aprazível com o intuito de aproveitar as belas pousadas que ficam junto ao leito do rio.

No dia 25/12, aproveitamos o feriado natalino para pegarmos a estrada que cruza Potrerillo – Uspallata – Puente Inca – Aconcágua – Cristo Redentor – fronteira com o Chile, e que se situa à Oeste da cidade de Mendoza.

A estrada é simplesmente sensacional ! Provavelmente, a rodovia com as paisagens mais bonitas que já estivemos na América do Sul.

AC estrada ida

AC estrada no morro

A Ruta Nacional 7, em sua maior parte, possui pista única, porém, está extremamente bem conservada e com diversos pontos de ultrapassagens.

AC estrada volta

AC estrada volta 2

AC estrada tunel

Fizemos muitas paradas para tirar fotos das montanhas, rios, túneis, vales, ruínas Inca e vilarejos ao longo da rota.

AC casas incas

Após as paradas, resolvemos ir direto para o PARQUE PROVINCIAL ACONCÁGUA, considerado o ponto alto da viagem.

AC lagoa

Sem qualquer dúvida, um dos locais mais bonitos que já visitamos.

AC vista vale no parque 2

Logo na entrada do Parque você estaciona o carro, compra o ticket e vai a pé até o mirante.

No caminho até o deck com a melhor vista do Monte Aconcágua há lagos, rios e paisagens dignas de cartão postal.

AC vista aconcagua chegada no parque

AC vista vale no parque

A caminhada de cerca de 1 km na altitude parece uma maratona. Não esqueça de levar muita água, pois o clima é bem seco.

AC placa do morro aconcagua

AC placa aconcagua

Após um lanche que levamos, já que as opções de restaurantes e postos de gasolina são praticamente inexistentes, decidimos dirigir os restantes 9 km até a divisa da Argentina com o Chile.

Como o nosso carro era alugado sem a autorização de cruzar a fronteira e queríamos muito visitar a estátua do CRISTO REDENTOR, no alto da Cordilheira dos Andes, tivemos que optar pela subida via estrada antiga, de terra, pois se trata do único acesso pelo lado argentino.

Entrada da estrada pelo lado argentino

Entrada da estrada pelo lado argentino

A subida pelo lado chileno é muito mais fácil e por estrada boa.

A estrada argentina é de terra, cheia de curvas, circundando os Andes, e, na maioria do caminho passa somente um carro por vez, portanto, preferência de quem está subindo.

AC Cristo placa de precaução

Muitas vezes os carros que estão descendo são obrigados a dar marcha ré até uma curva e parar bem perto do barranco, para que o outro carro posso fazer a curva pela parte de dentro. Isso tudo sem contar as pedras que rolam morro abaixo e os pequenos riachos formados pelo degelo dos Andes.

Ac Cristo estrada

Para nossa sorte, era Natal e encontramos apenas dois carros na subida e um na descida.

Mas não aconselho a subida dessa estrada com um Siena 1.0 em dias chuvosos ou com neve.

No topo da Montanha, 3.950 metros acima do nível do mar, a paisagem é de cair o queixo. Um mirante para observar os dois lados da fronteira e a Cordilheira dos Andes acompanhando o seu traçado.

AC Cristo cume vista

A estátua é pequena e não se destaca, juntamente com as duas bases dos exércitos fronteiriços que estão abandonadas.

AC Cristo exercito chile

AC Cristo cume Argentina AC Cristo estatua

Mesmo estando 32 graus no pé da montanha, em seu topo fazia muito frio com ventos fortes e gelados. Aconselho levar uma moletom.

Após a descida pegamos o rumo de volta para Mendoza.

Convém ressaltar que as as estações de esqui, como PUNTA VACAS, estavam fechadas.

No caminho, cerca de 4 km após a entrada do Parque Aconcágua, paramos na PUENTE INCA.

AC PI foto da ponte

Povoado bem pequeno e pobre, famoso pela curiosa formação rochosa.

AC PI vilarejo

O acesso para a ponte está fechado desde o terremoto que destruiu o hotel que ali estava instalado. Mas há um mirante para tirar fotos.

AC PI placa de perigo

No vilarejo você encontra locais para comprar comidas e bebidas, porém, não tem posto de combustível.

Continuamos nossa jornada de retorno e decidimos parar em POTRERILLOS para conhecer o famoso Lago (represa).

Muito bonito, porém, frequentado pela farofada argentina no verão.

AC lago potrerillos vista mirante

Desta forma, optamos por visualiza-lo do mirante ao invés de ficar nas margens.

AC lago potrerillos vista estrada

O resto da cidade de Potrerillos e o município de USPALLATA, em nossa opinião, não detinham quaisquer atrativos que merecessem uma parada.

Convém ressaltar que esses locais são muito úteis para comprar água, alimentos e abastecer o carro.

Dica: muitas agências de turismo fazem este passeio, mas garanto que alugar um carro, apesar de mais caro, vale muito a pena, pois gastamos o nosso tempo nos locais mais legais e passamos direto pelos pontos menos atrativos.

Nossa viagem durou das 10:00 até as 17:00.

Locais que visitamos na cidade de Mendoza:

PARQUE GENERAL SAN MARTÍN

Sou paulistano, esporádico frequentador do Parque Ibirapuera, mas tenho que confessar, o Parque San Martin, sem qualquer dúvida, “dá uma lavada” no parque paulistano.

PGSM fonte

PGSM lago

Local extremamente arborizado, muito limpo, com paisagens sensacionais, além de diversos monumentos, fontes, estádios e quiosques.

PGSM rua

PGSM Rua aorborizada

O parque é muito grande, mesmo, aconselho alugar uma bicicleta para percorre-lo. Mapas disponíveis no centro de visitantes, localizado na primeira rotatória após o portão principal.

PGSM rotatoria

PGSM calçcada

PGSM avenida

No extremo norte do parte fica o Cerro de La Gloria e o Zoológico.

PGSM

CERRO DE LA GLORIA

O Cerro se localiza na parte norte do Parque San Martin, mas, no verão, aconselho sua subida de carro ou ônibus.

CDLG placa

Um pouco abaixo do monumento há um painel em homenagem ao exército argentino. Vale uma parada para fotos.

CDLG monumenrto subida

No monumento o visitante encontra banheiros, um posto policial (sem ninguém), além de estacionamento. Nesse local, tem-se uma bela vista da cidade de Mendoza.

CDLG monumento

CDLG monumento com escadas

Na descida tem um pequeno mirante com vista total do Teatro Grego.

CDLG vista descida

CDLG teatro

Vista de Mendoza na descida do Cerro de La Gloria

Vista de Mendoza na descida do Cerro de La Gloria

Próximo ao Cerro se encontra o Zoológico Municipal e o estádio Malvinas Argentinas.

Recomendo muito o passeio!

TEMPUS ALBA (Moreno 572 | Coquimbito, Maipu, Mendoza 5513, Argentina)

Fomos para Mendoza com o intuito de conhecer a região sem se pautar pelos vinhos, então decidimos que visitaríamos apenas uma vinícola.

TA entrada

Escolhemos a Tempus Alba por duas razões: o passeio pelo vinhedo e pelo local de fabricação é feito sem qualquer guia, apenas seguindo as placas existentes ao longo da rota, assim como pela qualidade dos vinhos.

TA vinhedo

TA uvas

TA toneis

TA placa inicial

Após a nossa visita fomos ao restaurante e optamos pela degustação de 3 rótulos cada.

TA degustação

TA degustação 2

Recomendo muito este passeio para aqueles que, assim como nós, não conhecem muito de vinho e não tem paciência para ficar 3 horas ouvindo um especialista.

Na segunda viagem resolvemos visitar a vinícola que faz o nosso vinho preferido, o RUTINI.

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A BODEGA LA RURAL WINE MUSEUM (Montecaseros 2625, Coquimbito, Maipu, 5513, Argentina) é responsável pela produção do vinho e também por um museu que conta a história das vinícolas de Mendoza.

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Pulamos o tour e fomos direto ao museu e à loja.

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A região tem uma vista muito bela da Cordilheira dos Andes.

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RESERVA NATURAL VILLAVICENCIO (Ruta Provincial 52, Km 16,5 | Las Heras, Mendoza, Argentina)

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A reserva começa na base das montanhas e vai até a Cordilheira dos Andes. O caminho segue a direção da Ruta 52 e passa pelos Caracoles de Villavicencio, também conhecido como estrada das 365 curvas.

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Logo após a entrada do antigo Hotel Thermas Villavicencio acaba o asfalto e começa a estrada de terra “morro acima” cheia de curvas.

O hotel está fechado para hóspedes há muitos anos, sendo que as visitas ocorrem em dias específicos. No local se encontra a nascente da famosa marca de água argentina Villavicencio.

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Como estávamos com uma Meriva, subimos somente algumas curvas para tirar fotos e voltamos.

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O Parque que acompanha toda a estrada é muito bacana, bem preservado.

PLAZA INDEPENDENCIA

Praça central da cidade de Mendoza. Muito limpa, grande e policiada.

PI fonte

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Em seu centro há uma fonte com diversos jatos d’água que alternam a intensidade.

PI fonte grande

PI fonte grande 2

Ao seu redor há hotéis, bares e restaurantes.

Nela começa o Passeo Sarmiento, um calçadão repleto de restaurantes com mesas na calçada, ideal para uma cerveja sob as árvores.

PLAZA ITALIA

Assim como toda a cidade de Mendoza, essa praça é repleta de árvores, com bancos sob as copas, ideal para relaxar.

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Ao seu redor há restaurantes como o Bistro Florentino e o Ceibo (péssimo e muito caro), além de hotéis como o Amerian Executive (local que ficamos hospedados, sensacional).

Plaza Itália e nosso hotel do lado direito da foto

Plaza Itália e nosso hotel do lado direito da foto

OLIVE BOUTIQUE PASRAI

Como não gostamos de passeios que mostram o processo de fabricação de qualquer coisa, pulamos essa parte e fomos direto para a loja e posso garantir que vale a pena, pois esta repleta de azeites diferenciados, além de produtos derivados da azeitona.

Pasrai

Eles vendem uma caixa com 3 garrafas de azeite em que o cliente escolhe os sabores (recomendo o tradicional, orégano e alho).

ZOOLOGICO

De todos os passeios só não gostamos do Zoologico, uma vez que necessita de uma intervenção urgente!

O local é bonito, mas está MUITO descuidado, e, acima de tudo, os bichos estão sendo visivelmente mal tratados.

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Alguns estão magros, com infecções na pele e subnutridos. Uma lástima !

Zoo

Mendoza é uma cidade muito bacana, sendo possível unir a viagem com outro destino como Santiago, Córdoba ou Bariloche.

Os brasileiros estão “invadindo” a região, sendo que o número de turistas só tende a subir com o novo voo da Gol ligando diretamente São Paulo com Mendoza.

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11 thoughts on “MENDOZA

  1. Olá! Muito bacana o seu roteiro!!
    Eu e minha familia vamos agora no natal também, e gostaria de umas informações, você poderia me ajudar? O comércio e restaurantes abrem na véspera? No dia de natal, os restaurantes abrem?
    Obrigada!
    Nathália

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    • Oi Nathalia, ano passado tudo abriu normalmente até as 18 horas do dia 24. No dia 25 abriram algumas poucas coisas mas não fomos afetados porque alugamos um carro para passear. Aconselho fazer o mesmo, tipo visitar o Aconcagua no dia 25, que estará com pouquíssimos turistas.
      Compre alguns mantimentos e passe o dia conhecendo a região.
      Na janta do dia 25, com certeza terá algum restaurante aberto na Aristides Villanueva (rua com vários bares e restaurantes).

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    • Oi Marjorie! Nós alugamos na Express Rent a Car porque tinha disponibilidade sem prévia reserva e aceitava o pagamento em pesos, já que tínhamos feito o câmbio vantajoso em Buenos Aires. Fica na P de la Reta 923, Mendoza, Argentina. Esquina com a Av Alem. No mesmo quarteirão ficam as demais locadoras (Budget, Avis, Sixt).

      Like

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  7. Olá amigo,
    Vamos fazer uma viagem em família pela Argentina e Chile em dezembro/2015 e gostaríamos de algumas dicas.
    1) Vamos fazer os passeios ao Aconcágua de carro, conforme sua indicação, mas gostaríamos de acampar no Aconcágua. Isso é possível? Temos acesso aos lugares em que os montanhistas acampam?
    2) Ao entrar no parque Aconcágua, podemos circular livremente sem a presença de guia?
    3) Levar uma garota bem disposta, de 10 anos de idade seria um problema? Você vê algum impedimento legal nisso?
    Obrigado
    Cícero

    Like

    • Bom dia Cícero!
      1) Infelizmente não sei lhe informar sobre os campings do Aconcágua. Mas dê uma olhada no site mochileiros.com
      Certeza que lá vc encontrará informações sobre camping, valores e etc.
      2) Sim, pode circular livremente pelo Parque sem guia.
      3) Não vejo problema em levar uma criança não. Lembrando sempre sobre a altitude e o clima seco.
      Espero ter ajudado ! Boa viagem !

      Like

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